segunda-feira, 22 de novembro de 2010

22/11



Votos não somente de "Felicidades" mas também por melhores condições pra nós músicos!

Abraços 4drantes a todos!
 

domingo, 21 de novembro de 2010

Hoje no Odisséia!!!!

A QUADRANTE estará fazendo um show HOJE no Teatro Odisséia, na Lapa.
O endereço é Av Mem de Sá 66.


Muita expectativa pra esse show! Teremos antigas "novas" canções, NOVAS canções e covers bem ao estilo Quadrante de ser. Ou seja, não espere nada convencional... ;)
Fizemos um ensaio corrido essa semana. Pouco tempo, muitos cabos, fones no ouvido e canções na ponta dos dedos (e dos pés). Eram quase cinco da manhã quando chegamos em casa... MAc Donalds, AM PM,, Red Bull's, pedágios, café expresso... Essas coisas estão cada vez mais presentes no cotidiano da banda. Viva La Vida!

Alex tá em Sampa voltando do show do Phoenix em SP, Felipe se meteu num curso de fotografia, eu estou aqui jogando Xbox (e digitando esse texto) e provavelmente o Diogo também deve estar fazendo o mesmo na casa dele (digo, jogando XBox). Mas mesmo assim, todos conectados e na mesma vibe pro show de logo mais!

Pois é... Ainda preciso separar que pratos vou levar, afinar as caixas e preparar a mente pro show. Concentração antes do show é tudo, mas no palco é coração-técnica-olhares e uma vontade de fazer sempre o melhor show da nossa vida.

Nos vemos no show.
Abraço 4nte a todos.

Tiago de Souza

Geralmente esse é o ângulo que eu vejo os caras nos shows. Quem mandou trabalhar na cozinha?



terça-feira, 26 de outubro de 2010

Vale a pena ver de novo?

Parte de mim entende, e obviamente admira, a importância que as décadas passadas tiveram como influência para arte. Principalmente a partir da década de 50 com a criação da guitarra e de outros instrumentos elétricos, os anos seguintes experimentaram de grande inovação e de imensa liberdade de expressão artística. Porém, não sou um rapaz saudosista. Admiro em uma forma pura, o plano das idéias e do saber. Admiro o sonho e o conceito dessas décadas. Falo aqui principalmente dos anos 60, 70 e 80, sendo este último meu “menos preferido”. 

Digo tudo isso pois parece que entendo diferente as coisas. Veja bem, vamos pegar como exemplo os Beatles. No início da carreira eles se vestiam de terno, cabelo dividido para o lado e com dancinhas de Rock & Roll. Porém, há de se inserir tudo isso no contexto da época, correto? Ali, nesta fase inicial deles,era o início do Rock com James Brown, Elvis e o início da exploração e experimentação dos instrumentos elétricos que nessa altura já estavam sendo fabricados em série e aos montes e esse jeito de se vestir tinha um tom charmoso e ao mesmo tempo jocoso. 

Entretanto, logo depois, nos anos seguintes, eles mesmo adotaram outro tipo de postura, que por sinal, era condizente com a época. Faz sentido, não faz? Afinal, quem na época usava aquelas calças boca de sino e usava todas aquelas cores viajantes em um vídeo clip depois de longas caminhadas pelo LSD? Bom, bastante gente na época mas, naquele momento isso era novo, rebelde. E a arte pra mim é isso: Rebeldia. E é muito fácil ligarmos essa palavra ao movimento Punk, principalmente falando-se em música, porém eu a elevo a um sentido mais amplo aqui. A rebeldia como o elemento principal para a arte. O inconformismo com o que já existe, a criação de algo fora dos padrões estabelecidos. A desobediência das regras que cria o novo. Não foi assim que surgiu o Rock? Com os loucos do mundo gospel que gostavam de esquentar um pouco mais a guitarra? Pois bem, é a partir desse principio me pergunto: “E porque esses caras que vivem em 2010 estão usando terninho com o cabelo para o lado igual os Beatles a décadas atrás?” Bom, eu sinceramente não sei. 

Talvez falte criatividade. Fazer algo novo dá muito trabalho. Tem que inventar e tal. Cansa. E perceba que o que digo aqui nada tem que ver com músicos que trazem a nós a música de outros artistas como um entretenimento que nos seria impossível em certas ocasiões. Admiro os músicos que mantém Chopin não tenha deixado nenhum CD gravado nem tinha myspace, logo, nos finda a partitura. Então, é maravilhoso poder ouvir suas músicas sendo tocadas ao vivo. E até mesmo bandas como a Blackbird, que faz um excelente trabalho tocando fielmente as músicas dos Beatles, sem caracterização, apenas para quem quer sentir como era ouvir a música do quarteto de Liverpool e nunca teve (e nunca terá) a chance para tal. Até mesmo as que se caracterizam eu consigo compreender, já que faz parte do encantamento a ilusão de que são eles ali tocando, mesmo eu já não concordando tanto com essa insistência no apelo da imagem. 

E eu não me limito a exemplificar apenas com os Beatles. Esses talvez sejam os que menos me incomodam. Me incomoda mais ainda esses que que se transvestem com calças dos anos 80 e juram que é novo. Dos que, de pé junto, dizem que inovaram com sintetizadores de onda quadrada e a caixa da bateria com Gate Reverb e um cabelo beeem espetado. Aí meus salubres contemporâneos amigos, já me foge o entendimento.
Já aproveitando o assunto, recentemente eu coloquei fogo na minha guitarra. É, isso mesmo. Mas não foi uma tentativa de imitar o Jimi Hendrix por querer ser igual a ele ou pelo saudosismo da época “true” de Woodstock. Foi mais por que a minha guitarra não vale nada e achei que ela ia ficar legal queimada. Não, eu não sou maluco. Eu sou...rebelde!

Pra quem não acredita, clique AQUI para assistir o vídeo.
Continue acompanhando para ver o resultado...

Abraços
Favilla

domingo, 24 de outubro de 2010

O que que há, velhinho?

E aí galera.

Bom, está chegando final de outubro e como prometido, temos novidades para o mês de novembro.

Primeiro, estamos lançando um novo single. Logo no início de novembro vocês vão poder ouvir no nosso myspace.

Segundo, dia 21 de novembro, um domingo, iremos tocar no Teatro Odisséia, na Lapa. Preparamos um show bem diferente e esse vocês não podem perder. Já esta rolando uma lista amiga no orkut e o link vc pode encontrar clicando AQUI.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Pré.


"Nem só de musicas e shows viverá uma banda".

 Sabe aquela sensação de "inicio de namoro"? É exatamente essa sensação que estamos vivendo na Quadrante.
Entretanto, questões mais complexas se apresentam no nosso caminho. A banda está direcionando suas forças para preparar e produzir novas canções, e o material é de primeira. Fizemos as primeiras guias esse fim de semana, e as musicas já estão com um potencial enorme.
Cara de "Hit" sabe? rs
A sonoridade da banda está se definindo e isso nos dá mais motivação ainda pra continuar, isso sem falar que a cada dia nosso entrosamento aumenta. Seja ele "musicalmente" falando, seja ele "besteiramente" falando:  O clima está ótimo, as risadas estão em dia... dá vontade de quebrar o relógio nessas horas, mas o tempo voa...

E temos inumeras outras coisas pra decidir, fazer, pensar, e principalmente, aprender algo que falta um pouco na geração dita "muderninha" (sic): aprender a esperar o tempo certo pra agir.

Enfim.

Dá um pouco de apreensão por não sabermos o que o futuro nos reserva, mas, pelas musicas que estamos preparando, a Quadrante está mais afiada do que nunca. E se é pela musica que seremos lembrados, dificilmente o mundo nos esquecerá.

Abraço 4nte a todos.

Tiago de Souza

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Go Let It Out.

Por que entrar numa banda? Por que insistir nesse negócio? Por que não sou "normal" como todo mundo e faço uma coisa comum?

Pois é. 

Estava pensando em por que insistir nesse negócio de banda. Já fiz parte de um monte de projetos que não deram em nada, e mesmo assim, me vejo entusiasmado cada vez que ouço as músicas da banda. Ouvi de um amigo músico essa semana que ele não queria mais sair de casa e ensaiar se não fosse "valer a pena". Bom. Realmente concordei com ele, mas... Como saber se realmente vale a pena?
Fiz uma retrospectiva dos lances que eu já fiz musicalmente falando e cada um deles me ensinou algo. Ok, ok... parece um clichê, como quando você faz aquela "passagem em menor" manjada numa musica, mas é a mais pura verdade. Já toquei em orquestra por exemplo. Foi minha primeira experiência musical (se bem que eu tocava outro instrumento) e vi como é difícil lidar com um grupo em que pessoas totalmente diferentes se juntam por um objetivo nem sempre muito definido: o trompetista não estuda a musica que ele tem nas mãos, o guitarrista entorta a musica toda, o baterista é ruim de andamento, o baixista mais regula os botões do seu amplificador do que toca, sumiu a partitura das flautas, o saxofonista acha que é o Kenny G, as clarinetas reclamam do barulho dos trombones que dizem que a culpa é dos trompetes que dizem que os clarinetes são mocinhas que dizem que acham que a tuba é que tá tocando alto demais, mesmo que o cara que toca tuba não dê sinal de vida... E mesmo com esse caos, todos tem suas dinâmicas conduzidas pelas mãos de um único cara.

Numa banda aprendi como é ruim ter que depender dos outros. Um dos caras cismava de ter ataques de estrelismo e simplesmente não aparecia pra ensaiar. As desculpas iam desde o "Esqueci do ensaio" até o "Tô doente". Enfim, pura mentira. Noutra vi como um vocalista sem carisma acaba com todo um contexto musical: o guitarrista é quem apresentava as músicas, falava com a galera, fechava os contatos, fazia as músicas, enfim, o vocal era um apêndice. Numa delas, vi como a falta de bons instrumentos limitam o trabalho de um bom músico: o tecladista tocava em um teclado que se precisasse aumentar o volume ele fazia um barulho de botão de TV velha: TRAC TRAC TRAC TRAC TRAC. E isso SAÍA nos monitores de palco. Noutra aprendi que não se pode estar num lugar olhando pra outro, ou melhor, não se pode estar num trabalho mas querendo que o outro dê certo. Noutra experiência aprendi que se a música é sua, registre-a. Que as vezes tocar menos é ganhar a platéia, mesmo que isso te faça perder o respeito de um amigo que é fã de Van Halen. Entendi que nunca se deve "correr atrás" das pessoas, mas sim "correr junto". Que nunca se deve passar um mês aprontando UMA música sem pelo menos gravá-la (Acreditem, eu já fiz isso). Que as vezes fechar os olhos e sentir a música é melhor do que abrir os olhos e olhar pro seu instrumento. Que UMA música dos Beatles fala mais do que a carreira inteira de alguns virtuoses. Já passei o carnaval inteiro comendo miojo e ensaiando sem parar, já fui a MG num carro ouvindo o mesmo CD na ida e na volta, já toquei forte até que furei a pele do bumbo, já fiz músicas conceituais, músicas de dor de cotovelo, já copiei trecho de música dos outros, já ri muito de minhas próprias inabilidades musicais e sei que tapa nas costas e coisas como "Nossa! Tu toca muito, hein!" nem sempre são sinceros.

Olhando assim, parece que todas as experiências que eu tive foram ruins, e, algumas, confesso, realmente foram, mas todas essas situações me ensinaram que numa banda além de notas, atitude, vontade e trabalho, existem pessoas que você tem que aprender a confiar e respeitar, mesmo nos piores momentos.
Já vi muita coisa, mas graças a Deus ainda sou capaz de me surpreender com situações e sei em que tipo de trabalho quero estar.  Estar numa boa banda é saber que a vontade de todos é a mesma, o foco é determinado e o ambiente te motiva a não somente chegar e tocar pra cacete, mas querer olhar pros caras que estão do seu lado antes-durante-depois do show e dizer "MUITO BOM, CARAS!!!!"

Quando você disser isso sem emitir uma única palavra, saiba que você está no caminho certo.

"A música que gravei de que mais gosto? Não sei. Só posso lhe dizer isto: algumas das melhores ainda não foram gravadas".
John Coltrane. 1966




Deus, Paz, Saúde, Música e Amor pra todos.
Tiago de Souza
Quadrante. o

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Sobre nós...

Neste momento, prestes a começar mais um ensaio, Felipe e Tiago vêm do outro lado do horizonte para encontrar eu e o Diogo e aí então conversar sobre música. Nisso, penso como esse encontro, essa reunião, é natural e importante para a gente. Nos divertimos sozinhos, formamos um grupo, uma família e dessa família saem forças para enfrentar o cansaço, mau-humor, pessimismo, a falta de dinheiro e o medo de errar.

Escrevo isso porque acho que é a única vez em que vou escrever sério nesse espaço, logo, queria deixar explícito o contexto. O nosso contexto é de músicos ferrados, engraçados, estudiosos (sic) e sonhadores que pouco dormem. Dizem que somos loucos por dormir pouco e sonhar demais. Talvez seja verdade, mas é melhor assim do que dormir demais e sonhar pouco.




Abraços,
Favilla